Síndrome do Choque Tóxico e Absorventes Internos

Síndrome do Choque Tóxico e Absorventes Internos

A Síndrome do Choque Tóxico foi descrita pela primeira vez em 1978 como sendo uma doença rara, que pode atingir ambos os sexos.

Ela é caracterizada pelo conjunto de sintomas causado pelas toxinas de bactérias Gram-positivas, em especial a Staphylococcus aureus.

Essas toxinas desencadeiam uma série de reações graves que podem culminar em insuficiência renal aguda e em casos extremos a morte.

Síndrome do Choque Tóxico e Absorventes Internos

Causas da Síndrome do Choque Tóxico

O que causa a síndrome do choque tóxico é a infecção pela bactéria Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes.

Elas podem estar associadas, principalmente a infecções de pele como a erisipela e a celulite bacteriana, uso de absorventes internos, e complicação de cirurgias.

Apesar da síndrome do choque tóxico poder afetar todas as pessoas, cerca de metade dos casos acontecem em mulheres durante a menstruação.

Fatores de risco

Nas últimas décadas a maioria dos casos de SCT foi associada ao uso de tampões, pois o acúmulo de sangue menstrual coletado por muitas horas e a composição dos absorventes internos usados antigamente favoreciam a proliferação das bactérias.

Para diminuir os riscos no uso de absorventes internos houve uma série de modificações na composição desses absorventes e se estabeleceu um padrão para sua utilização, diminuindo o número de ocorrências de SCT ligadas ao seu uso.

Atualmente, os casos relatados estão mais associados a outros focos infecciosos, como infecções de pele (erisipela e celulite bacteriana) e feridas operatórias.

Prevenção da Síndrome do Choque Tóxico

Hoje em dia, os casos de SCT devido ao uso de absorventes internos são pouco prováveis, mas o risco existe, principalmente se a mulher usar o mesmo absorvente por mais de 8 horas.

Uma boa forma de prevenir a síndrome do choque tóxico é trocando de absorvente frequentemente.

Além disso, quem já teve o problema não deve utilizar absorventes internos, uma vez que o choque tóxico pode voltar a ocorrer.

Se você estiver usando absorventes internos e apresentar febre alta, dor muscular generalizada, náuseas e vômitos, pressão arterial baixa, alterações na pele como vermelhidão e erupções, procure um médico.

O tratamento da SCT deve ser iniciado o mais rápido possível.

Veja também como manter o seu sistema imunológico saudável.

Uso de Absorventes Internos

O uso de absorventes internos é seguro; no entanto, é preciso seguir algumas regras para sua utilização e colocação.

Há vários modos de inserir o absorvente, e cada mulher deve buscar a posição que lhe é mais confortável.

Um jeito prático que costuma dar certo é colocar-se em pé, com uma das pernas um pouco flexionada e apoiada no vaso sanitário.

Nessa posição, insira o absorvente com o dedo ou o aplicador.

É muito importante lavar as mãos antes de introduzir o tampão.

Quando bem inserido, a mulher não sente nenhum desconforto.

Absorventes Internos

Para retirá-lo, é preciso puxar o fio ligado a ele, cuja extremidade fica para fora do corpo.

Procure fazer isso o mais relaxada possível, caso não consiga, use os dedos.

A troca deve ocorrer no intervalo de  2 a 4 horas, dependendo da intensidade do fluxo.

Como o sangue acumulado por muito tempo (mais de 6 horas) é um meio favorável para o surgimento de fungos e bactérias, além de provocar odor desagradável, quem tem fluxo intenso deve trocar o absorvente com mais frequência.

Os absorventes internos podem ser usados para dormir, durante a noite, desde que seja respeitado o intervalo de troca.

De acordo com os médicos, toda mulher pode usar absorvente interno, inclusive as que ainda não tiveram relações sexuais.

O hímen, membrana muito fina e elástica que costuma ser rompida na relação sexual, não se rompe com o uso de absorvente interno.

No entanto, nem toda mulher se sente bem ao usar esse tipo de absorvente.

Nesse caso, a melhor opção continuam sendo os absorventes externos.

Diagnóstico da Síndrome do Choque Tóxico

Não existe um exame específico que comprove a presença da SCT, por isso o diagnóstico é mais clínico, através dos sintomas e histórico do paciente, e algumas combinações de exames.

O médico verificará se há febre, calafrios, erupções cutâneas e redução da pressão arterial, associados, principalmente, ao uso de absorventes internos, cirurgia ou alguma lesão na pele.

O hemograma e outros exames específicos, como o de urina, mostram que há uma infecção e neste caso consegue-se isolar a bactéria em torno de 40% dos casos.

Também pode ser solicitada a realização de exame de esfregaço cérvico vaginal, colo do útero e da garganta para uma análise laboratorial.

Além disso, como a síndrome do choque tóxico pode afetar diversos órgãos, o médico pode pedir outros exames como:

Tomografia computadorizada, punção lombar e raios-x do peito para verificar a extensão e gravidade do caso.

Se gostou deste artigo, compartilhe para que mais pessoas possam se prevenir da síndrome do choque tóxico e assim terem uma vida mais saudável.

Fechar Menu
%d blogueiros gostam disto: